terça-feira, março 23, 2010

Notas rápidas pra desafogar momentaneamente o pensamento


  1. Álvaro machucado e Maldonado voltando. Agora sim os botafoguenses podem nos chamar de cagões.
  2. Acho realmente que este time promete. Mas prometer tem um limite. O limite é nas oitavas da Libertadores.
  3. Uma coisa que acho bacana, nem lembro se coloquei também no post abaixo é a "geração" que se consolidou com Léo Moura, Juan e Bruno, e Angelim também, talvez também o Toró. Já estão na história. Mas caso a gente ganhe algum título no primeiro semestre o lugar de maiores vencedores pós-Zico tá muito assegurado.
  4. Messi tá bem bizarro. Esse Barça e Arsenal é compromisso de qualquer um que se importe com o futebol. Está em jogo o que o futebol pode ser hoje. Vi o último jogo do Barça, parece outro esporte.
  5. Acho o Dorival Júnior um grande técnico. E me parece que ele está plantando uma filosofia bacana, principalmente com o Ganso, de marcar também. Corre sério risco de virar craque. É uma pena que a imprensa esportiva no Brasil só goste de fofoca e não de tática. Uma pena, porque há muito o que falar disso. Esse time do Santos joga isso na cara da gente.
  6. Fico pensando se o Fla poderia escalar às vezes o Vinícuis de 3° homem no meio às vezes, jogando com o Pet mais à frente. Acho que no estadual rola. Esse time, há muito tempo, tem um grande potencial de movimentação, porque tem muita gente com recursos. Não sei se o Andrade investe muito nisto. Se organizasse um bom rodízio no ataque poderia virar um time muito forte, passando às vezes, Williams, Léo, Juan, Kleberson...
  7. Voltando a Argentina: na frente eles tem uns 6 jogadores (mais o Conca) que entrariam de titulares no Brasil, molezinha, molezinha. Admiro muito o futebol dos argentinos.
  8. Procura-se deseperadamente uma crítica que aborde de frente o novo filme do Resnais. Aquilo parace ser de outro planeta.
  9. É engraçado como se parece um pouco com o Tarantino, pelos grandes "talking pieces", e esse enorme prazer de falar. Vejo isso muito pouco no cinema brasileiro.
  10. James Gray virou uma grande sombra que não me sai da cabeça. Vou ver o Little Odessa e escrever alguma coisa aqui. "Os Donos da Noite" me afetou de uma forma como há muito tempo um filme não me afetava. Me fez no mínimo me lembrar do quão foda é a mitologia grega. E me transformou numa espécie de autômato, me causou reação física imediata. Bizarro.
  11. Fudeu. Aprendi realmente a gostar do BBB e admirá-lo. A Maroca e a Lia em silêncio depois do último paredão foi sinistro, um dos melhores finais de teledramaturgia em muito tempo (não vejo séries...). E os textos do Bial são certamente a melhor coisa que ele já escreveu na vida (é ele que escreve mesmo?)
  12. Blanchot voltou a me rondar: só um trechinho de um diálogo do "Conversa Infinita vol.1" (alô Editora Escuta, cadê o vol. 3???):
- Escrever, não é expor a palavra ao olhar. O jogo da etimologia corrente faz da escrita um corte, um dilaceramento, uma crise.
- Um simples lembrete: o intrumento adequado da escrtra era o mesmo da incisão: o estilete

-(...) Falar, como escrever, nos engaja pois num movimento de separação, uma saída oscilante vascilante.
- Ver também é um movimento.
- Ver supõe apenas uma separação compassada e mensurável; ver é sempre ver à distância, mas deixando a distância devolver-nos aquilo que ela nos tira.
- A visão se exerce invisivelmente numa pausa onde tudo se mantém. Vemos apenas aquilo que primeiro nos escapa. em virtude de uma privação inicial, não vendo as coisas demasiadamente presentes nem tampouco se há premência na nossa presença às coisas.
- Mas não vemos o que está demasiadamente longe, o que nos escapa pela separação do longínquo.
- Existe uma privação, uma ausência, graças à qual realiza-se o contato. O intervalo não impede aqui, pelo contrário, permite a relação direta. Toda relação de luz é relação imediata.
- Ver então é perceber imediatamente ao longe.
- ... imediatamente ao longe e através da distÂncia. Ver, é servir-se da separação, não como mediadora, mas como meio de imediação, como i-mediadora. Neste sentido, também, ver é ter a experiência do contínuo, e celebrar o sol, quer dizer, além do sol: o Uno.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Flamengo 2 - 0 Universidad Católica 23/02/2010


Achei a estréia mais animadora do que pensava. Depois do jogo contra o Botafogo, fiquei com o alerta-salto-alto aceso. Mas acho que o time acabou tendo atitude, apesar de estar longe do que ainda pode render. Mas esses pontos foram fundamentais e os destaques foram animadores.

M. Lomba: seguro quando acionado. Me convenceu. E ainda por cima não parece ser da escola de presepagem do Bruno. (presepagem é um assunto sério nesse time atual. Fico muito preocupado com um lance que marca muito este time que é o último homem, geralmente laterais, quando marcados na linha de fundo defensiva, fingem o chutão e saem jogando. Se eu fosse o Andrade, proibiria. A tiração de onda não vale o perigo)

Léo Moura: melhor jogo dele no ano. Destaque da partida. Ele pode até estar irregular (e acho que está, mas tremer ele não treme). O medo é de subir à cabeça.

Fabrício: outro destaque. Gostei. Tranquilo, preciso. Acho que o Angelim vai demorar um pouco a voltar. Pro elenco, é ótimo, temos mais um zagueiro.

Álvaro: O Fil foi o primeiro, acho, a desconfiar, e agora engrosso esse coro. Além de não ser um bom jogador, me parece muito desagregador e tem um discurso bastante esquisito. No Big Brother, não durava um paredão.

Juan: Estye ano estou muito preocupado com ele. Sinto uma indisposição muito grande na torcida em relação ao Juan. Como se ele estivesse devendo. Acho que não está. E mesmo se estivesse é ingratidão não lembrar como há pouco ele levava o time nas costas. É um dos marcos dessa geração atual (no bom e no mal sentido). Não treme nunca em decisão e sempre chama a responsabilidade. É que tem o melhor cruzamento do elenco, não perde a bola no ataque (na defesa, às vezes, e isso sim irrita). Toma muitas faltas importantes. Quando entrosar mais com Vinícus e Love, acho que vai dar caldo.

Toró: Se virou bem. Não comprometeu e virou um leão ao ficar sem o Williams. O segurou a onda da botinada. Boa partida.

Kleberson: jogou razoavelmente bem, marcanbdo como poucas vezes vemos. Fico feliz que ele ainda saiba. É preciso aceitar seu estilo "aparece-desaparece". Vale à pena.

Vinícius: uma das partidas menos inspiradas deste que acho o melhor jogador do time neste ano. Não comprometeu, mas podia ser mais incisivo. O reconfiguração do meio com a expulsão o atrapalhou, ficando fora de posição.

Love: continua demonstrando muita raça e isso ganha qualquer torcedor. Falta calma e preecisão pra finalizar. Deu exemplo na marcação no 1º tempo.

Adriano: visivelmente longe da forma do ano passado, mas ainda fazendo difereneça. Perdeu muitos lances, mas é peça essencial na abertura de espaços na defesa adversária.

Everton: gosto muito dele. Hoje, o de sempre: muita disposição e técnica razoável. Acho um bela sombra pro Léo. Depenendo do esquema podem até jogar juntos. (prefiro eles dois do que colocar o Fierro)

Pet: sem ritmo. O que vai enrolar com ele este ano é uma incógnita. Torço pra que aceite a reserva na boa - mas não acredito muito nisso, e prevejo trovoadas.

Fernando: cada vez fica mais claro que ele é um meia razoável e um mal volante. Pode ser problemático num jogo mais difícil, onde tenha que defender.


Em geral. o principal problema é que vulnerabilidade nas bolas altas ainda é total. Isso na Libertadores é fatal. E isso aliado ao fato de que assim como nos último anos, o caminho pra atacar o Fla é nas costas dos laterais, nos bicos da grande área. Times com pontas ou alas ofensivos e grandalhões na área vai se fartar se a coisa continuar assim. Temo pelo mata-mata, se a gente passar.

Mas no geral, fiquei animado. E fazendo figa pela volta do Maldonado. Fazer um jogo fora sem o Williams faz uma diferença capital. Hoje é o nosso melhor jogador ofensivo (principalmente quando não pensa que é o "Blackenbauer")

quinta-feira, janeiro 21, 2010

2 discos, 6 músicas

Não tenho conseguido parar de ouvir 6 músicas de dois álbuns recentes. Volta e meio ouço outras coisas, que até tenho gostado mas acabo sempre voltando a estas. Curiosamente são as 3 primeiras de dois discos muitos bons. São elas, as 3 primeiras do primeiro EP do Fleet Foxes:

"She Got Dressed"
A muito tempo uma música de pop-rock não me causava tal comoção. Não tenho muito o que falar. É de uma simplicidade direta e de uma intensidade que realmente me arrebata.


"in the hot, hot Rays"
Acabei começando a entrar nesta por conta da anterior. E logo depois, ficando fâ da 2ª parte. Ela é menos exuberante, mas aos poucos vai pegando.


"Anyone who's anyone"
Uma das coisas que mais gosto no FF são os riffs de guitarra. Me soam como que o anti-virtusismo total, são quase fora do tempo às vezes, de tão lentos, lembrando muito o que penso ser surf music (que não conheço nada). Esta canção é o exemplo mais claro disto. A guitarrinha inical é irrestível.




As outras 3 musicas são do Bitte Orca, álbum do Dirty Projectors, de 2009. Eles tocaram por aqui, e por conta da emoção pós-jogo do Flamengo e Corinthians no ano passado (onde o título realmente se desenhou pra nós), acabei perdendo.

As 3 canções me batem parecido, com destaque pra primeira e pra terceira. Uma coisa que foi fatal é a lembrança que me veio do Stando Up, do Jethro Tull, e também de algumas baladas clássicas do tropicalismo e também de algumas coisas doces do Tom Zé. Enfim, aí vai:





(não achei a versão de estúdio desta, mas dá pra ter uma idéia)


ps: Two Doves está correndo por fora, querendo quebrar o título do post. NO rodapé, aí vai:

terça-feira, janeiro 12, 2010

rascunho datado de agosto de 2009



Eu não conheço nada de Tchekov. Não sei se Moscou tem a ver com Tchekhov, se entende bem sua obra. O negócio é que desde que vi o filme em março, eu não largo dele. Não lembro de um filme brasileiro que tenha ressoado tanto em mim. Com os filmes do Coutinho, que gosto muito, nunca tinha acontecido algo deste tamanho.

Moscou fala de cinema. É um filme de pergunta, o que é o cinema, até onde ele vai, do que ele precisa, onde começa o teatro, qual é a interseção entre os dois. O filme começa com o o cinema sendo demolido. Nada mais oportuno, sinto que é justamente isso do que se trata: demolição. É um filme que dialoga com o nada, com um buraco negro, um filme de risco, de beira de abismo de abismo, que está a uma fagulha de não ser nada, de mostrar um bando de atores exagerados falando uns textos sem graça para a câmera. Esse desejo de sair do cinema já é algo que aparece na obra do Coutinho há bastante tempo, de várias formas, desde o Cabra, à cada filme, joga mais coisa fora, depurando e chegando no filme anterior, no teatro. Mas no Jogo há cena onde nos instalamos, há um terreno se demarca.

Nas famosas "regras do jogo" que iniciam senão todos mas a maioria da fase Videofilmes de Coutinho, sente-se aqui uma enorme diferença na sua função. Em Moscou, não adianta nada saber a proposta das 3 semanas e da não montagem. E mais, não adianta nada saber que aquilo "é teatro", e que há um texto preexistente.

Diante de Moscou sou colocado num buraco negro, onde não consigo ficar mais de um instante no mesmo. O filme se estrutura como uma espécie de centro ausente que te desloca o tempo inteiro (acho que talvez isso seja algo próximo a Tchekhov). Não se sabe de que lugar assistir Moscou: observar as performances, compará-las?

nota de 2010: é no mínimo curioso que a peça que que mais me moveu no ano passado seja dirigida pelo Enrique Diaz, que imagino que tenha uma boa parcela de culpa no Moscou

terça-feira, dezembro 15, 2009

Elephant ( Alan Clarke , 1989 )

Antes de dormir, pegeui pra assistir o Elepfante "original", do Alan Clarke, um diretor que não conhecia, e que fiquei sabendo da existência pelo mesmo motivo que muitos: a referência do filme homônimo do Van Sant. O filme é feito para a TV.
Fiquei chocado. Como uma TV pode exibir aquilo... (lá vem um semi-spoiler, mas acho que este não é um filme que sofra deste mal, mas se quiser checar por si mesmo pare de ler agora e veja o filme aqui abaixo) São 38 minutos, sem fala (na verdade tem uma fala rápida em, uma das cenas), onde acompanhamos gente caminhando pelo mais variados espaços na Irlanda. O problema é o que esta gente faz.
Clarke fez uma espécie de mistura de filme estrutural, conceitual, com Beckett, só que com assassinatos. Ao digamos "eliminar a sinopse" (poderia ser "homens que caminham matam homens que caminham"), Clarke chama atenção para outra coisa e faz um tratado sobre o ponto de vista, sobre o poder de presença que o cinema tem e como isto nos afeta. O filme é quase um experimento centífico, cujo perigo seria o conceito ser maior do que o efeito da obra, mas acho que o fiulme sobrevive bem. Me parece ser um filme essencial para se discutir imagem e violência (e todo o debate às vezes infértil sobre a espetacularização e a má influência que as imagens de violência podem causar). O filme me parece uma bela respota à todo tipo de falsas questões sobre o assunto.
Enfim, sem a menor ironia, trata-se de um filme educativo.
nota 10/10

Assita aqui:


sábado, dezembro 05, 2009

sobre alguns curtas da avant-garde americana

little stabs of hapiness (ken jacobs) 8/10

go, go, go (marie menken) 7/10


bridges-go-round (shirley clarke) 8/10

Os filmes não abstratos da turma da vanguarda americana me parecem oscilar sempre entre um certo entusiasmo imanente, de celebração das coisas por elas mesmas e do seu potencial de vida, e, do outro lado, uma profunda melancolia, um profundo desencantamento, muito próximo ao que sinto no cinema marginal daqui por exemplo (símbolo disso sendo a coisa do udigrudi...).

Curiosamente, no que jávi, os filmes feitos por mulheres me parecem ser mais contagiados pela primeira força que citei, e os dos homens pela segunda (não imagino porque). O filme de Jacobs, me parece exemplar neste sentido. Vai de uma certa cena, que poderia ser a primeira do fim do mundo, como a primeira de um mundo novo, pós-fim-do-mundo, onde fica-se no limite entre a inocência e a avacalhação, pra daí ir em direção ao ar ivre, e ser cada vez mais contaminado pelo vento, por algo que pode entrar no quadro, por alguma vida que adentrar o ambiente claustrofóbico e descrente. Sem abandonar esta "happiness" particular, encarnada no último trecho por Jack Smith sugando um balão (!).

Apesar da fama que percebi que o filme da Menken tem dentro da historiografia do movimento, pelo número de referênicas, me pegou muito mais o filme da Clarke, por de fato conseguir instaurar uma experiência mais sensorial, de movimento puro, a partir de material fotográfico, figurativo, de alguma forma dando vida àquela arquitetura, dando-lhes movimentos, exacerbando o que é de fato a razão da arquitetura e das pontes, celebrando as formas sem tirá-las do mundo, celbrando sua mundaneidade (outro dia, nuim filme do Joe, vi uma palavra inglês que adorei - apesar de não saber exatamente seu significado - : worldly). O filme tem 2 opções de trilha. A eletrônica me parece mais forte, pela maneira como aumenta mais esta tensão entre distância e proximidade da experiência cotidana que o filme propõe. O que mais gosto do filme da Menken é ela dando um alô no começo e um tchau no final, refletindo no vidro, nos créditos. No mais, talvez por culpa da publicidade, me parece um filme que envelheceu mal. Sinto que ela não se mistura tanbto ao que filma, apesar do movimento do seu ponto de vista no filme. Na vanguarda, a coisa que dispara tudo, me parece ser este "estar na cena", este viver este estado para além do filme, sendo ele só um produto da coisa. O filme dela me parece distante. O que já vi dela me envolveu mais. Um que é sobre um jardim e a batalha de bolex fodaça com o warhol.







Aqui abaixo, o filme da Marie Menken

quarta-feira, novembro 04, 2009

Wiseman e Philibert


Nénette

Nicolas Philibert
França, 2009, 55’
8/10
Fiquei bastante impressionado com este filme do Philibert. Fez um filme sobre o olhar. Olhar como gesto intransitivo mesmo. Armando filme sem contracampo visual, só mostrando a jaula dos orangotangos, o filme acaba por operar uma decomposição muito feliz do que é olhar, e do mistério deste gesto. Nos coloca em jogo, ao evidenciar o que os visitantes fabulam sobre a presença de Nenette seus colegas, e ao filmar o olgar de Nenette como ação em si, como a presença do olhar. Enfim, belo filme.
La Danse
Frederick Wiseman
França, 2009, 158’
9/10

Conheço nada do Wiseman. Mas é muito curioso assistir La Danse e sentir o filme como um grande ensaio sobre ser visto, como um filme sobre fazer ver, sobre o que se precisa fazer para ser visto. Isto, aliado ás inescapáveis salas rodeadas de espelhos do ópera e seus constantes usos pelo filme, deformando seus personagens e deixando a equipe aparececer várias vezes, faz o epíteto de "cineasta de transparência" que ronda sobre Wiseman aqui na nossa roça se mostrar como um equívoco completo. Filme que carece de uma revisão, correndo o rsico de virar obra-prima.

quinta-feira, outubro 22, 2009

notas sobre Docliosboa 2009 até agora

Está difícl conseguir tempo pra escrever aqui, com sessões começando às 11h da manhã e outras acabando 1h da manhã, mais o jantar, e uma cidade encantadora a conhecer, e um caderninho que só incha de anotações...
Vou deixar aqui anotadas as rapidíssimas impressões do que já vi, talvez desdobrem em textos maiores, talvez não:

de Jonas Mekas
36´ / 24' / 35' / 35' (135) EUA 1990/ 1996/ 1999 / 1992


Funcionam muito bem como um filme só. POnto pra curadoria. Provavelmente, algumas das maiores crônicas sobre a amizade já feitas. Com destaque inegável para o primeiro e o último filme, apesar da grande fala do John Lennon no do meio, que já tentou fazer filmes em super8, mas aquilo era muito mais legal de filmar do que assistir. 
Notas: 10/8/7/10


sábado, outubro 17, 2009

Mekas 1


The Brig
de Jonas Mekas
68´ EUA 1964

The Brig precede o transformação dos rolos cotidianos de bolex 16mm em filme e sucede o primeiro longa de Mekas, Guns of the Trees. E seu filme que tem o prêmio mais importante até hoje, melhor documentário em Veneza em 1964.
Trata-se da transformação em filme de uma encenação do Living Theatre feita numa locação, num espaço real, fora de um palco. Durante sessenta minutos, o filme se desenvolve numa sala quadrada com uma grande grade central, onde ficam os prisioneiros, com uma porta em cada lado desta grade. A câmera se move por dentro da grade e pelo corredor que a circunda pela frente e pelas laterais. A peça mostra um dia, marcado por cartelas com as horas e que dividem os segmentos, nesta prisão onde fuzileiros navais americanos humilham e exercitam sua autoridade perante estes prisioneiros num espaço exíguo. Esta exiguidade é essencial porque o que importa aqui a Mekas, que estava sozinho no set, trocando de câmera a cada fim de chassi, é este personagem-câmera, é como participar desta ação, que mise-én-scene criar.
Prólogo: ao decidir que faria esta parceria com o Living Theatre, Mekas vai ao teatro para assistir a peça (ela ficou em cartaz durante algum tempo, mas foi tirada de cartaz por suposto anti-patriotismo. A encenação para o filme foi clandestina) e após 8 minutos, segundo ele durante a apresentação do filme, vai embora. No decorrer do filme percebe-se facilmente a principal questão de The Brig: como filmar o controle, como filmar a disciplina e a rigidez levada ao paroxismo? Com um trabalho de câmera que priorize o acaso, que se realize no contato com presente (como todo o trabalho de Mekas). Um refrão do filme é o pedido dos prisioneiros aos guardas para que possam atravessar as linhas brancas que dividem o corredor que envolve a grande cela. Os guardas pedem sempre que eles repitam ad infinitum “ senhor, prisioneiro número ... pede permissão para cruzar a linha, senhor “. O cinema de Mekas é aquele que não é subjugado e nem subjuga. É o cinema interessado no presente, em reagir e interagir com ele, seja o que for.
Se pode surpreender que Mekas tenha escolhido um tipo de encenação que coloca aos nossos olhos cenas de violência e humilhação totalmente atípicas dentro de sua obra, mesmo quando trata da morte ou de qualquer tipo de tema um pouco mais grave, a razão para tal logo se percebe. O jogo que esta encenção propõe deu a Mekas a chance de exercitar a característica que vai definir o eixo principal de sua obra: a capacidade de reagir ao presente, de tornar a câmera um instrumento de contato, de afetação. The Brig é um exercício sobre ser afetado. Toda peça versa sobre isso. Sobre o preso que sucumbe, apanha e vai pra solitário, o outro que tem que aprender os modos do lugar, curiosamente próximo de Tropa de Elite, por exemplo (outa referência é Bom Trabalho de Claire Denis, pela aproximação entre exército e dança). Mas a encenação de Mekas não busca o efeito, nunca se vê a câmera tremer sem um motivo que emane da tela.
Curiosamente a mise-én-scene de Mekas, aliada ao registro crescente em intensidade da interpretação dos atores leva a um interessante misto de distância e envolvimento. Ao mesmo tempo que temos uma câmera misturada ä realidade da encenação, feita initerruptamente, segundo Mekas, as constantes sombras do câmera nos colocam num lugar de intermédio em relação ao filme.
Mesmo jogando fora-de-casa, Jonas Mekas consegue tornar The Brig um interessante exercício de cinema, complexificando a trama entre realismo e artifício já presente na encenação do Living Theatre, respondendo que o que cinema pode fazer contra aquilo é tornar imagem a liberdade de vir e a possibilidade ser afetado, de se misturar ao outro, por fora dos códigos estabelecidos, crinado assim novos espaços, a serem visitados por nóes, espectadores.

7/10

sexta-feira, outubro 16, 2009

DocLisboa (começando um pouco mal)

Pretendo nos próximos dias postar algumas impressões das coisas assistidas aqui em Lisboa, no DocLisboa 2009.
A prioridade será pra retrospectiva do Mekas, mas vai rolar de ver algumas cositas más.


The Thorn in the Heart / L'epine dans le coeur ( France / 2009 / 82 Min / Color / French ) de Michel Gondry, 2009

3/10

Gondry decide fazer um documentário sobre sua tia. E consegue fazer um certo inventário do que evitar num documentário sobre sua família. Zoom no choro, sobre som toda hora em que alguém diz uma frase de efeito tipo "eu me sinto culpado da morte de meu pai", música retrô quando rolam imagens em super 8 e maquetes de trenzinhos costurando o filme, dando as datas do que é narrado pela tia Suzette. Todo mundo tem um familiar que alguma vez já se pensou em que "sua história daria um filme" . Gondry foi ao interior da França atrás da sua tia professora, e se mostrou totalmente constrangido, como personagem e diretor, diante desta situação de descontrole e atenção que um documentário como este lhe exigiria. Um filme de sentidos já prontos, brincadeiras que só existem pelo efeito, onde nenhuma imagem ou som escapa de uma vontade de ser engraçadinho e bacana (várias risadas na platéia), entremeada por doses de vontade de ser "seriozinho", tipo colocando em jogo a personalidade dominadora de Suzette em relação ao seu filho deprimido. Numa cena do tipo, assim que ela profere o nome do filme, referindo ao filho, sobe som, fecha câmera no choro da senhora. É um filme com cumpre toda tabela estabelecida pra este tipo de doc. A equipe aparece, há piadinhas mil com isso, tipo "tira o boom da imagem!" (levando o cinema às já citadas risadas).
Enfim, um prato cheio para detratores do Gondry.


(o melhor momento de cinema ontem certamente foi a volta pra casa, inevitavelmente pensando em João César Monteiro. Estou hospedado ao lado da casa amarela. Lisboa é realmente deslumbrante. Hoje tem curta do apichatpong e 2 mekas. Here we go.)

quarta-feira, julho 29, 2009

Inimigos Públicos - Michael Mann - 2009 - Public Enemies



A última vez que tinha ido ao cinema Leblon foi pra ver justamente Miami Vice. Novamente me fez muito bem assitir a um filme do Mann. E acho que estive mais in the mood do que na sessão anterior. Mann tem um vigor de encenação, um prazer de colocar os atores e câmera no espaço e de aproveitar este simples fato, que me atinge muito diretamente como espectador. Assim, acaba aponatndo sempre pra este presente da cena, pra este milagre da inscrição verdadeira, deste tempo que se passa junto - talvez daí a solidão se erija como um grande tema, como uma força nestes filmes, pela negação, mas marcando ainda mais este eixo presença-ausência - cinema como tempo compartilhado mesmo, e como prazer desta partilha. Enfim , me pegou.

O filme consegue não deixar a materialidade da imagem, que muitas vezes chama uma inegável atenção via instabilidade e textura digital, tomar a dianteira neste partilha com a gente, a encenação nunca é posta em perigo por conta disso. É a erupção de um prazer desta presença na cena, pequenas explosões e exacerbamentos desta energia. Isso me salta mais aos olhos na primeira metade, dando a impressão de que havia muita história pra contar, ou roteiro pra anadr de modo que não se pode dar este tipo de atenção a boa parte das cenas. Tanto o tiroteio noturno na casa e belíssima cena do cinema, pontos bases do desenrolar da história, são cuidadosamennte embebidos desta entrega que marca a beleza Inimigos Públicos.


quinta-feira, junho 04, 2009

Recordações de um porvir (Le souvenir d’un avenir, Yannick Bellon e Chris Marker, França, 2001)

Belo título e belo filme. Muito marcado pelas guerras. Até demais à vezes. Mas o Marker consegue trazer uma leveza inesperada em alguns momentos como das fotos das filhas. O filme caminha em direção a essa leveza (sempre com uma boa dose de obscuridade no extra-campo, que a voz implacável do narrador deixa sempre a espreita. são como mundos intercambiáveis.É bem bacana como a presença do horror ganha intensidade mostrada pelo seu negativo, pelo contra-plano, quando Denise Boillon fotografa paisagens e bonecos.).
No mínimo, é um dos filmes mais bacanas que já se fez sobre sua prórpia sogra.

No outro filme da sessão, "Viva a Baleia", dormi bonito - às 16h, tendo dormido bem na noite anterior.

Apesar disso, o "Recordações" me me fez ficar com um pouco menos de preguiça da mostra do Marker. Hoje acho que encaro mais um.

terça-feira, janeiro 27, 2009

(pedalando na praia de Copa, na altura do Lido, ouvindo Suzan Jane, do Eugene McDaniels, pela quinta vez em uma hora: o aniversário chegou mais cedo)

quarta-feira, outubro 08, 2008

Resposta



Então, Luiz:
tava pensando em escrever rapidamente sobre o assunto e me deste a deixa.
Cada vez venho pensando mais sobre isto que se convém chamar de cinefilia e da minha inabilidade para tal. No festival do Rio, indisponibilidade, pra ser mais exato. Sinto que por um lado nem sinto falta de ver filmes que acharia "bons filmes", e por outro lado, que me fecho numa certa cartilha estética cômoda, tipo "só vejo o que me interessa". Como será que a gente sabe a priori o que nos interessa? Vou na bengala da intuição combinada com disponibilidade pragmática, o que sobra do tempo das obrigações digamos "exteriores".

Dentro deste grupo restrito, ficou comigo " A Viagem do Balão Vermelho" e "Aquele querido mês de agosto", junto com "Praça Saens Pena" e "Noite e Dia". cada um no seu lugar. O filme do Hou é muito impressionante, tendo esse adjetivo quase todos seus sentidos possíveis. Me parece muito difícil e muito arriscado fazer o que ele conseguiu. Um filme muito frágil. Que parece pronto a desfacelar. Uma espécie de cinema-pipa, que precisa da quantidade de vento exata pra se embalar. Um filme pra ver sempre, enquanto houver vento. Só cresceu na revisão. Quanto mais leve estiver para assistí-lo, mais livre e despreocupado, melhor. É muito interessante perceber como o cinema dele sente o cheiro da abstração, ou o aroma da narração e vai pairando na sua corrente própria e plural. É um cinema meio tudo ou nada. Que tem sua delícia neste risco de passar batido e aí sua política.

O filme português é de outra vibração. É um filme que quer tudo, quer todos, e que não podia ser feito por gente experiente e apurada (no sentido do Hou, de quem se arrisca muito, mas que já conhece alguns caminhos), é um filme encantado com o mundo e com o fazer cinema, numa espécie de fagocitação contínua que tem auges de extrema beleza, como na cena do choro-riso. Dá muita vontade de rever. E dá muita vontade de filmar, transparece maravilhamento com o mundo e com os amigos. Dá vontade de mobilizar a "galera". Isso é muito prum filme. Foi uma sessão memorável.

O "Praça Saens Pena" ontem me comoveu bastante. Deu vontade de ligar pra alguém querido. Acho que o filme acerta onde o cinema-Petrobras aqui do Brasa tem errado muito. É lindo o que ele omite. Muito do seu valor acaba sendo negativo em relação ao cinema brasileiro do seu tempo. Não tem sociologia barata. Não tem "Passei uma semana em Paris assistindo Jia Zhang-Ke". Acho um filme muito preciso sem deixar de omitir os dados brabeira do cotidiano carioca. É lindo ver um filme onde ninguém é boneco. Tá virando raridade por nossas bandas.

O "Noite e Dia" carece de revsião., Ainda que não me arrebate como Turning Gate, há uma série de elementos que estão martelando minha cabeça até agora. Tenho a impressão de que ele está se deixando mais. A estrutura do calendário e o aumento da comédia corporal tornaram o filme leve de assistir. E o carisma do protagonista bateu recordes. E muito bacana o pessimismo pastelão (e daí otimismo do coreano).
Dos documentários lá pro DocBlog, ficou só a força do funk que "Favela on Blast" se permitiu mostrar. Isso é um mérito grande. O filme dá vontade de dançar. Escrevi um texto lá onde falo disso melhor.
Vejo o Aoyama hoje, Sad Vacation.
Um abraço saudoso,
Juliano

segunda-feira, outubro 06, 2008

segunda-feira, setembro 22, 2008

pré-lista (à espera da confirmação da Claire Denis)

Lista básica do Festival do Rio 2008 sem brasileiros, quase sem documentários ou Derek Jarman:

Panorama do Cinema Mundial
35 DOSES DE RUM
(35 Rhums)
de Claire Denis. Com Alex Descas, Mati Diop, Grégoire Colin, Nicole
Dogué. França, 2008. 100min.
O viúvo Lionel é condutor de trens e vive num complexo habitacional
com sua filha, Josephine, que criou sozinho. Os dois tem fortes laços
e passam muito tempo na companhia um do outro. Um taxista que começa a
rodar pelo bairro flerta com Josephine e eles passam a sair. Lionel,
por sua vez, atrai a atenção de uma mulher de meia-idade, com quem
tenta marcar um encontro. Quando o namorado de Josephine aceita um
trabalho no exterior e se muda, deixando a moça balançada, Lionel
percebe que a filha está ficando independente e que talvez seja hora
deles confrontarem seus passados.

NA CIDADE DE SYLVIA
(En la ciudad de Sylvia)
de José Luis Guerin. Com Pilar López de Ayala, Xavier Lafitte.
Espanha, 2007. 84min.
Um rapaz viaja à cidade francesa de Estrasburgo em busca de Sylvia,
mulher que conheceu anos antes e por quem se apaixonou. Sentado na
mesa ao ar livre de um café, ele observa pacientemente todas as
mulheres que passam na esperança de encontrar aquela que ama. Munido
de um caderno e um lápis, ele rabisca os rostos e silhuetas das belas
e sensuais moças que vê. Quando finalmente acredita ter encontrado
Sylvia, ele percorre incansavelmente as ruas da cidade atrás dela.
Seleção Oficial no Festival de Veneza 2007.

(LEP) - 12 anos
DOM (28/9) 16:00 Estação Botafogo 1 [EB117]
DOM (28/9) 22:00 Estação Botafogo 1 [EB120]
SEX (26/9) 16:00 Est Vivo Gávea 2 [GV202]
SEX (26/9) 22:30 Est Vivo Gávea 2 [GV205]
SEG (29/9) 14:15 Est Barra Point 2 [BP216]
SEG (29/9) 20:15 Est Barra Point 2 [BP219]

A VIAGEM DO BALÃO VERMELHO
(Le Voyage du ballo23:30n rouge)
de Hou Hsiao-Hsien. Com Juliette Binoche, Simon Iteanu, Song Fang.
França / Taiwan, 2007. 113min.
Susanne vive em Paris com o filho Simon de 7 anos, trabalha com teatro
de marionetes e dá aulas na universidade. Sem tempo pra nada e
consumida na preparação do novo espetáculo, ela contrata a jovem Song
Fang, estudante de Cinema taiwanesa, para cuidar do filho. Juntos,
Song e Simon passeiam pelas ruas da cidade. Além da companhia da babá,
o menino conta com um amigo misterioso que só ele vê: um balão
vermelho que flutua sobre os telhados de Paris. Inspirado no filme Le
Ballon rouge (1956), de Albert Lamorisse. Exibido na mostra Um Certo
Olhar do Festival de Cannes 2007.

(LEP) - 12 anos
TER (30/9) 16:30 Espaço de Cinema 1 [EC127]
TER (30/9) 20:45 Espaço de Cinema 1 [EC129]
QUA (1/10) 14:00 Est Vivo Gávea 5 [GV521]
QUA (1/10) 19:00 Est Vivo Gávea 5 [GV523]
QUI (2/10) 22:15 Est Barra Point 2 [BP235]

INÚTIL
(Wu Yong)
de Jia Zhang-Ke. Documentário. China, 2007. 81min.
Sob o calor da cidade de Cantão, mulheres trabalham em uma fábrica de
tecidos. Em meio às máquinas de costura, seus rostos carregam a
incerteza do futuro. No inverno de Paris, a estilista Ma Ke apresenta
sua nova marca, intitulada Wu Yong (Inútil). Suas roupas feitas à mão
criticam de forma conceitual o mercantilismo da moda. Na empoeirada
Fenyang, uma alfaiataria recebe mineradores que vão reparar os

A MULHER SEM CABEÇA
(La mujer sin cabeza)
de Lucrecia Martel. Com María Onetto, Claudia Cantero, Inés Efrón,
Daniel Genoud. Argentina / Espanha / França / Itália, 2008. 87min.
Verónica dirige em uma estrada. Num momento de distração, ela atropela
algo. Nos dias seguintes, se sente distante, estrangeira às pessoas e
às coisas. Os eventos de sua vida social se sucedem, e Verónica
simplesmente se deixa levar. Até que, uma noite, ela revela a seu
marido que matou alguém. Os dois retornam à estrada e encontram apenas
um cachorro morto. Eles procuram na polícia, mas não há qualquer
notificação. A vida parece entrar de novo nos eixos, porém a
descoberta de um cadáver volta a perturbar a todos. Selecionado para a
Competição Oficial do Festival de Cannes 2008.

(LEP) - 14 anos
SAB (4/10) 17:00 Espaço de Cinema 2 [EC251]
SAB (4/10) 21:30 Espaço de Cinema 2 [EC253]
QUA (1/10) 13:40 Est Vivo Gávea 4 [GV426]
QUA (1/10) 20:30 Est Vivo Gávea 4 [GV429]
DOM (5/10) 19:00 Cine Santa []

AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO
(Aquele querido mês de agosto)
de Miguel Gomes. Com Sónia Bandeira, Fábio Oliveira, Joaquim Carvalho.
Portugal / França, 2008. 150min.
No interior de Portugal, o mês de agosto é marcado por diversas
festividades, com apresentações de grupos musicais tradicionais e
outras atividades típicas. Movido pelo desejo de fazer um filme
ambientado neste universo sobre o relacionamento entre membros de uma
banda, o diretor parte com a sua pequena equipe em busca de um roteiro
e de atores dispostos a interpretar os personagens. Em meio a inúmeras
indecisões e falta de verba, toma forma a história de um triângulo
amoroso formado por um homem, sua filha e o primo da moça. Exibido na
Quinzena dos Realizadores em Cannes em 2008.

(LEP) - 12 anos
SEG (29/9) 16:30 Espaço de Cinema 3 [EC324]
SEG (29/9) 24:00 Espaço de Cinema 3 [EC327]
SEX (26/9) 13:20 Est Vivo Gávea 5 [GV501]
SEX (26/9) 19:00 Est Vivo Gávea 5 [GV503]
SAB (27/9) 22:10 Est Barra Point 1 [BP110]


LA LEONERA
(La Leonera)
de Pablo Trapero. Com Martina Gusman, Rodrigo Santoro, Elli Medeiros.
Argentina / Coréia do Sul / Brasil, 2008. 113min.
Julia tem 26 anos e está grávida. Um dia ela acorda suja de sangue e
descobre em seu apartamento o corpo do pai de seu filho. Incapaz de se
lembrar do que aconteceu, ela é acusada de assassinato e enviada a uma
prisão especial para jovens mães. Julia dá a luz a Tomás atrás das
grades, mas sabe que só poderá guardá-lo consigo até que o menino
complete quatro anos de idade. Apesar de estarem presos, os dois vivem
momentos felizes juntos. Até o dia em que a mãe de Julia reaparece
querendo pegar o neto. Em Competição no Festival de Cannes 2008.

(LP) - 14 anos
TER (7/10) 15:30 Est Vivo Gávea 1 [GV157]
TER (7/10) 19:50 Est Vivo Gávea 1 [GV159]
SAB (4/10) 19:45 Odeon Petrobras [OD050]
SEG (6/10) 17:30 Estação Ipanema 2 [IP218]
SEG (6/10) 22:00 Estação Ipanema 2 [IP220]
QUA (8/10) 21:00 Cine Santa []

A FRONTEIRA DA ALVORADA
(La Frontière de L'Aube)
de Philippe Garrel. Com Louis Garrel, Laura Smet, Clémentine Poidatz,
Olivier Massart. França, 2008. 105min.
A estrela de cinema Carole vive sozinha, pois seu marido Ed trabalha
em Hollywood e passa muito tempo longe de casa. Ao receber o fotógrafo
François, encarregado de fazer uma reportagem sobre ela, os dois
tornam-se amantes. Mas um dia Ed retorna, e eles têm que se separar.
Quando Carole procura novamente François, ele a ignora. Ela acaba num
manicômio e comete suicídio. Um ano depois, François, prestes a se
casar com Eve, tem uma visão de sua ex-amante interpelando-o a se
juntar a ela no mundo fantasmagórico onde agora habita. Em Competição
no Festival de Cannes 2008.

(LEP) - 16 anos
SAB (27/9) 16:45 Espaço de Cinema 1 [EC109]
SAB (27/9) 21:45 Espaço de Cinema 1 [EC111]
SEX (26/9) 15:40 Est Vivo Gávea 1 [GV102]
SEX (26/9) 19:50 Est Vivo Gávea 1 [GV104]

LIVERPOOL
(Liverpool)
de Lisandro Alonso. Com Juan Fernández, Giselle Arrazabal, Nieves
Cabrera. Argentina / Holanda / França / Espanha / Alemanha, 2008.
84min.
Farrel é um homem solitário e desiludido. Faz vinte anos que trabalha
em navios de carga, bebendo até o limite do esquecimento, sem amigos
ou namoradas. Quando o navio aporta em Ushuaia, cidade do extremo sul
da Argentina, Farrel pede ao capitão para descer. Ele deseja descobrir
se sua mãe continua viva. Ao chegar ao vilarejo coberto de neve onde
cresceu, Farrel descobre que sua mãe ainda vive, e que alguém mais
agora faz parte da família. Exibido na Quinzena dos Realizadores do
Festival de Cannes 2008.

(LEP) - 14 anos
DOM (28/9) 17:00 Espaço de Cinema 2 [EC215]
DOM (28/9) 21:30 Espaço de Cinema 2 [EC217]
SAB (27/9) 16:50 Est Vivo Gávea 5 [GV506]
SAB (27/9) 21:50 Est Vivo Gávea 5 [GV508]
SEG (29/9) 21:00 Cine Santa []

PONYO ON THE CLIFF BY THE SEA
(Gake no ue no Poniyo)
de Hayao Miyazaki. Animação. Japão, 2008. 101min.
A peixinha Ponyo vive no fundo do mar com o pai e as irmãs, e sempre
teve muita curiosidade para saber como era o mundo fora dali. Um dia,
pega carona numa água-viva para subir à superfície. Chegando lá, é
capturada por uma rede de pesca e se perde no meio da enorme
quantidade de lixo boiando no mar. Felizmente, é resgatada por Sosuke,
menino de 5 anos que vive num rochedo à beira-mar. Ele promete cuidar
dela pra sempre, mas o pai peixe está determinado a recuperar a filha.
Inspirado em A Pequena Sereia, de Hans Christian Andersen. Em
competição no Festival de Veneza 2008.

(LEP) - Livre
SEX (3/10) 23:45 Espaço de Cinema 1 [EC151]
SEX (3/10) 12:15 Espaço de Cinema 1 [EC146]
QUA (8/10) 14:00 Est Vivo Gávea 5 [GV549]
QUA (8/10) 19:00 Est Vivo Gávea 5 [GV551]

SAD VACATION
(Saddo Bakeishon)
de Shinji Aoyama. Com Tadanobu Asano, Eri Ishida, Aoi Miyazaki, Joe
Odagiri. Japão, 2007. 136min.
Kenji tem um passado trágico. Quando era adolescente, sua mãe
abandonou a família e seu pai cometeu suicídio. Além disso, ele
cometeu um assassinato, e um amigo da Yakuza foi preso em seu lugar.
Hoje, Kenji vive de conduzir bêbados às suas casas e de ajudar
gângsters a transportar imigrantes ilegais. Porém o destino guarda
algumas surpresas: em apenas alguns dias, Kenji conhece a futura mãe
de seu filho e reencontra sua própria mãe, que agora tem uma nova
família. Submetido à força dos laços familiares, ele terá que
enfrentar ao mesmo tempo seu passado e seu futuro.

(LEP) - 14 anos
QUA (8/10) 16:15 Espaço de Cinema 1 [EC181]
QUA (8/10) 21:15 Espaço de Cinema 1 [EC183]

TOKYO SONATA
(Tokyo Sonata)
de Kiyoshi Kurosawa. Com Teruyuki Kagawa, Haruka Igawa, Kyoko Koizumi,
Koji Yakusho. Japão / Holanda / Hong Kong, 2008. 119min.
Aparentemente, esta é uma típica família japonesa. O pai, Ryuhei, é
despedido e esconde o fato de todos. O filho mais velho, Takashi, está
cada vez mais distante do lar. Kenji, o mais novo, está na
pré-adolescência e entra em conflito com os pais em busca de
auto-afirmação. A mãe, Megumi, por sua vez, sente dificuldades em
seguir cumprindo seu papel de força agregadora. Quando Kenji decide
deixar de pagar por sua alimentação escolar para freqüentar um curso
de piano às escondidas, o colapso da família vem à tona. Prêmio do
Júri na Mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes de 2008.

(LEP) - 14 anos
QUA (8/10) 18:50 Espaço de Cinema 1 [EC182]
QUI (9/10) 14:00 Est Vivo Gávea 5 [GV553]
QUI (9/10) 19:00 Est Vivo Gávea 5 [GV555]
QUA (1/10) 16:00 Est Barra Point 1 [BP127]
QUA (1/10) 22:00 Est Barra Point 1 [BP130]

SUKIYAKI WESTERN DJANGO
(Sukiyaki Western Django)
de Takashi Miike. Com Koichi Sato, Hideaki Ito, Yuseke Iseya, Quentin
Tarantino, Masanobu Ando. Japão, 2007. 121min.
Há séculos, o clã branco Genji, liderado por Yoshitsune, e o clã
vermelho Heike, liderado por Kiyomori, batalham por um lendário
tesouro enterrado em uma remota montanha. Esta guerra permanente
acabou por esvaziar o lugar, que é praticamente habitado apenas pelos
remanescentes dos grupos. Um dia, um estranho sem nome, taciturno e
solitário, chega à cidade. Suas habilidades com a arma são
impressionantes e seus tiros, certeiros. Os dois clãs fazem de tudo
para cooptá-lo para o seu lado da guerra. Mas o forasteiro tem motivos
bem mais profundos para estar naquele lugar.

(LEP) - 18 anos
TER (7/10) 12:30 Espaço de Cinema 2 [EC267]
TER (7/10) 24:00 Espaço de Cinema 2 [EC272]
QUI (9/10) 15:45 Est Barra Point 2 [BP267]
QUI (9/10) 20:15 Est Barra Point 2 [BP269]

GLÓRIA AO CINEASTA
(Kantoku Banzai! )
de Takeshi Kitano. Com Beat Takeshi, Tohru Emori, Kayoko Kishimoto,
Anne Suzuki. Japão, 2007. 104min.
Após anunciar publicamente que não fará mais filmes de gângster, o
cineasta Takeshi Kitano tenta criar um filme que agrade a todos os
gostos e seja um sucesso comercial. De dramas neo-realistas a filmes
de artes marciais, passando por melodramas românticos e pelo terror,
ele tenta de tudo. No entanto, nada dá certo, e os produtores recusam
sucessivamente seus projetos. Quando, enfim, consegue realizar a
última de suas idéias, uma série de eventos imprevisíveis bota em
cheque a vida na Terra. Agora Kitano precisa não apenas terminar seu
precioso filme, mas salvar o planeta.

(LEP) - 14 anos
QUI (9/10) 15:15 Espaço de Cinema 3 [EC389]
QUI (9/10) 23:45 Espaço de Cinema 3 [EC393]
SAB (4/10) 14:00 Palacio 2 [PL235]
SAB (4/10) 18:10 Palacio 2 [PL237]
SEG (6/10) 20:15 Est Barra Point 2 [BP254]

AQUILES E A TARTARUGA
(Akires to Kame)
de Takeshi Kitano. Com Beat Takeshi, Kanako Higuchi, Yurei Yanagi, Reo
Yoshioka. Japão, 2008. 119min.
Desde criança, Machisu, filho de um rico colecionador, sonha em ser
pintor. Obstinado, mas sem talento algum, o menino passa os dias
pintando. Quando o pai morre, Machisu trabalha duro para entrar em uma
escola de arte, onde conhece gente como ele e recebe suas primeiras
críticas negativas. No amor de Sachiko, encontra força para seguir em
frente. Casa, tem uma filha e continua pintando com a ajuda da esposa.
Já velho, Machisu ainda não conseguiu vender um quadro, mas suas
tentativas de obter reconhecimento só se intensificam. Em competição
no Festival de Veneza 2008.

(LEP) - 10 anos
TER (7/10) 17:00 Espaço de Cinema 2 [EC269]
TER (7/10) 21:30 Espaço de Cinema 2 [EC271]
DOM (5/10) 14:00 Est Vivo Gávea 5 [GV537]
DOM (5/10) 19:00 Est Vivo Gávea 5 [GV539]

LES AMOURS D'ASTRÉE ET DE CÉLADON
(Les Amours d'Astrée et de Céladon)
de Eric Rohmer. Com Andy Gillet, Stéphanie Crayencour, Cécile Cassel,
Mathilde Mosnier. França / Itália / Espanha, 2007. 109min.
Em uma bela floresta, no tempo dos druidas, Astrée e Céladon encontram
o amor verdadeiro. No entanto, Astrée é enganada por um pretendente,
que diz ter seu amado a traido. Horrorizada, ela declara nunca mais
querer vê-lo. Céladon, desesperado, se joga no rio. Dado como morto, o
jovem é secretamente salvo por ninfas. Mas, preso às promessas de
nunca mais ver Astrée, ele precisará enfrentar diversos desafios para
quebrar a maldição e, enfim, viver ao lado da sua amada. Inspirado no
clássico L'Astrée, de Honoré d'Urfé (Século XVII). Exibido em
competição no Festival de Veneza 2007.

(LEP) - 14 anos
SAB (4/10) 14:15 Espaço de Cinema 1 [EC153]
SAB (4/10) 19:00 Espaço de Cinema 1 [EC155]
SEG (6/10) 16:30 Est Vivo Gávea 5 [GV542]
SEG (6/10) 21:30 Est Vivo Gávea 5 [GV544]
TER (7/10) 20:00 Est Barra Point 1 [BP159]







quarta-feira, setembro 17, 2008

algumas fotos de um filme bom






" Rua da Mão Dupla" de Cao Guimarães